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sábado, maio 09, 2009

O boxer Rufy

Fiquei mais só!

Solidão no meu espaço,
vazio dentro de mim.
Ausência do ser vivo,
que me aguardava
diariamente,
e se anunciava,
pela ternura,
pela companhia,
pela gratidão!
Lançava-me o seu olhar,
exigia-me atenção.
O meu cão Rufy,
não era pessoa,
claro que não,
mas era aquele ser
que de mim esperava
cuidados, afagos, emoção,
e me retribuía lealdade, devoção.
Fiquei mais só!
07-05-09
maria eduarda

13 comentários:

Vasco Martins disse...

Grande companheiro esse cão, um irmão..

didium disse...

Olha filho,

Enquanto esteve connosco, foi nosso companheiro e nós fomos os melhores amigos dele!

Deves pensar assim...
Bjs

G. Ludovice disse...

Fica-se sempre cada vez mais só, fazendo as contas. Todos partem antes ou depois. Dizemos adeus aos que não já nos dizem adeus. Depois, existe um baú cheio de estratégias e filosofias afins, quando somos nós quem fica e é com esse material que nos domesticamos. (material precioso, mas de segunda)
(my god,não sou nada boa a consolar..)
bj

EMD disse...

Já o disse em casa da Anabela e repito-o agora na tua: só quem não tem um amigo de 4 patas é que não percebe o que pode doer a sua perda.
Estou contigo/convosco, amiga.
Linda, singela, transpirando verdade esta poesia em que transformaste a tua mágoa. Nela dizes tudo o que representa um animal amigo.

didium disse...

Obrigada à Gabi e à Elsa, pelas palavras.

Gabi, as tuas palavras transpiram verdade, fica-se mesmo mais só, mas temos que aprender a viver com mais essa solidão!

dinamene disse...

Lembro-me de ver o Rufy ainda cachorro!... Um querido!

A vida destes nossos "irmãos" é sempre um pouco curta, não?!...

Mas melhor assim para eles, sofreriam de tristeza na nossa ausência, se as suas vidas fossem longas...

bJOS

solange disse...

Amiga, que poema lindo o Rufy te inspirou!!!
Deixa-te lembranças felizes de momentos bem partilhados.
Pensa que valeu bem a pena aquele dia em que decidiste oferecê-lo ao Vasco. Lembro-me, como se fosse hoje, da tua alegria ( e do teu filho) a contares-me os pormenores da sua escolha.
Beijoca

Armando Soares disse...

Pois é...

O amor, a amizade, o companheirismo... nem sempre vêm em forma de pessoa, em forma de gente.

Muitos animais dão-nos bem mais do que inúmeras pessoas.

Alguns bichos me ensinaram o mistério da vida... a força de um olhar meigo e foram/são a companhia em momentos de solidão.

Mas TODOS temos que partir um dia.

Prefiro acreditar que existe um espaço espiritual, ocupado no mínimo pelas memórias ou recordações dos que para nós foram importantes e bons.

Nesse espaço, entre outros seres e verdadeiros mestres de bondade, está o nosso Pai brincando também ele com o Rufy, aos quais espero também eu me juntar um dia.

Agora é tempo de seguir em frente e lembrar que o Rufy teve uma boa vida, foi acarinhado e acarinhou.

Quem dera sequer muitas pessoas por esse mundo fora terem tido um décimo do amor que ele teve.

E felizes daqueles que tal como eu lhe tiveram acesso e a possibilidade de também aprender qualquer coisa com ele.

Eu fui um deles.

didium disse...

Mano,

Obrigada pelas tuas palavras.
Adoro-te!

Anabela Magalhães disse...

Ah! Sempre escreveste!
E fizeste-o com emoção. Com emoção e mestria.
Fica bem, Dudú. Tu e os teus.

didium disse...

Um beijinho para ti Anabela!

Bea disse...

http://beatrizmadureira.blogspot.com/2008/08/o-tropi.html
só para partilhar o q também doeu..
bjs

didium disse...

Já fui ver, Bea.
Obrigada pela partilha!
Bjo