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quarta-feira, maio 20, 2009

Carta de Amor

Não há palavras para definir cada pessoa…
Talvez num poema possamos falar de alguém,
Com palavras entrelaçadas em rimas,
Como pequenas estrelas brilhando no imenso céu.
Talvez um poema possa ser um pequeno reflexo luminoso,
da imensidão de luz que é cada ser.

Mas hoje não estou para poesias, nem rimas, nem jogos estrelares de palavras de luz.

Hoje, apetecer-me escrever-te,
Porque é o dia em que a tua mãe deu “à luz” o Universo que és…
Não foi nesse dia que te conheci,
Pois não era esse o momento em que me cabia a mim ser.
Dia já longe no tempo, nesse tempo em que nem sequer eu era eu,
mas em que tu passaste a existir.
É com orgulho e alegria que te chamo Pai e me sinto parte de ti, continuação…
Evocando as minhas memórias apareces, desde sempre,
em lembranças afectuosas, felizes, ternurentas….

Obrigada por estares sempre presente e por seres especial.

Sei que para mim sonhaste (e sonhas) as asas mais belas, que me levem alto,
em voos seguros, planando com graciosidade…
Sei que sempre que cair estarás lá, torcendo para que me levante e, erguida,
não desista e acredite…
Que esperas que, então, corra, até ganhar balanço suficiente,
para de novo levantar voo, sem medo, tendo como destino os meus sonhos…

Além de seres o pai maravilhoso que és, és um ser humano que admiro pela sensibilidade, humanismo, criatividade, espírito de sacrifício, perseverança, alegria, energia, criatividade, etc!

Parabéns! Obrigada por existires!

2 comentários:

didium disse...

Parabéns duplos a este Pai: pelo dia de aniversário, e pela maravilhosa filha que tem!

solange disse...

Tens razão!
Uma filha que ama e sabe reconhecer todo o amor do pai, além das suas qualidades como ser humano, e o diz com estas palavras, só pode ser o orgulho de qualquer pai.
No mail que escreveu ao pai lg de manhã, acrescentou ainda, resumidamente, o que recorda do envolvimento do pai no seu crescimento. Porque é singelo e verdadeiro, vou partilhá-lo.

«Como pai foste (e és) o melhor!
Lembras-te, quando nasci e me pegaste, orgulhoso do dedinho polegar igual ao teu?!...Quando dei os primeiros passos e disse papá, entre muitas outras palavras que depressa aprendi? E quando nasceu o mano e ainda me aproximei mais de ti, porque a mamã tinha de se ocupar do bebé! De fazeres de leão e nós às tuas costas, das explicações a matemática, dos fatos de carnaval que engendravas, de quando me ajudaste a andar de bicicleta sem rodinhas, e mais tarde a equilibrar-me nos patins, das festas de anos maravilhosas que planeaste para mim, das horas de preocupações se eu tinha febre ou estava doente, das regras que nem sempre cumpri mas me indicaram um caminho, dos teatrinhos filmados, da imensidão de fotos que me tiraste, de quando te fiz avô, e de tantos, tantos outros momentos maravilhosos!...
Nem sempre concordei com os caminhos que me apontavas, como melhores para mim, mas hoje sei que o fizeste por Amor e que me ajudaram a crescer.»