«As mulheres descritas por Valter Hugo Mãe são determinadas, lutadoras, tolerantes e corajosas, lançam-se à vida e rompem com o passado. Li maravilhado “O apocalipse dos trabalhadores” como o país da coragem, das vaidades e contradições, onde a Etelvina recebe hospitaleiramente, tal como nós, e não só, em Vila Flor. É um livro de gente crescida onde Glória, irmã de Quitéria, regressa à procura de uma segunda oportunidade. Claro que nem todos vão alcançar a felicidade, mas há quem se lance alegremente no abismo e quando aparece um rafeiro logo se põe o nome de Portugal. O livro de Valter Hugo Mãe deve encher-nos de orgulho, pela luminosidade, pelo fertilizante da escrita, pelas catapultas que lançam o mundo arcaico directamente no futuro. Para quem está céptico sobre a grandeza dos nossos vultos, ou acredite, mesmo piamente, que estamos acabrunhados e a caminho do eclipse, talvez se revele indispensável conhecer o que escreve Valter Hugo Mãe.»Beja Santos