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quarta-feira, abril 01, 2009

O beijo

Kiss Under The Rain - Leonid Afremov


O beijo paira no ar
perdido, cambaleante,
aguarda o alvo,
esperado, marcante.
Entrega-se, envolve-se
em total abnegação,
no sentir, na emoção,
na completa retribuição.
E os sentires despertam,
embriagam, extasiam,
revolvem, amordaçam,
num completo delírio.
E, no beijar deste modo,
declaram-se as palavras
que são ditas em atropelo,
neste beijo de desvelo.

maria eduarda

9 comentários:

solange disse...

Que bonito!!!
Lembro-me sempre de "O Beijo" de João de Deus. Mas, reconheça-se, o teu "O beijo" é também um lindo poema. Tem uma evolução perfeita, completa, real!
Escrever assim é maravilhoso! Poder ler poemas tão bonitos, que retratam aquilo que cada "alma" sente, é tb muito bom.

didium disse...

Vou contratar-te para crítica literária, com todo o respeito que me mereces. Quando não gostares, também quero que mo digas e porquê.
Beijos

Elsa C. disse...

"A poesia paira no ar..." neste blogue.
"E, no sentir deste modo,
declaram-se as palavras"
vivas porque sentidas.

Desculpa as adaptações, mas surpreendeste-me, Eduarda!
Parabéns pelo valor às/das Palavras.

Bj,
Elsa

didium disse...

Elsa C.
Gosto de te ter por cá, tu que sabes tão bem lidar com as palavras, de que maneira!
Obrigada

Elsa C. disse...

Eduarda:

Visitar-te-ei mais vezes.
Será um prazer e, certamente, uma fruição ler-te, conhecer-te mais profundamente.
Apreciei esta tua (nova, para mim) faceta de poetisa.

Bj.

dinamene disse...

Lindo poema!... Como sempre ;-)

Beijinhos

didium disse...

Dinamene,

Assim, sim. Linda na foto!
Bjs

solange disse...

Minha querida
Quando eu n gostar, di-lo-ei, a sério! Mas duvido que isso aconteça.
Tu escreves com a alma e com as palavras que foste aprendendo ao longo da vida, muito ricas, simples também. Dominas a arte de saber encadeá-las e dar -lhes sentidos.
Continua, estamos sempre à espera de mais.
Bjo

EMD disse...

«Tu escreves com a alma e com as palavras que foste aprendendo ao longo da vida, muito ricas, simples também. Dominas a arte de saber encadeá-las e dar -lhes sentidos.»

Subscrevo, Solange.