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sábado, novembro 21, 2009

Rendição

Junto camadas de tijolos,
transformo-os num muro,
onde me isolo.
Aquieto-me na luz.
Lá fora
ficam os outros,
aguardando
que eu abra uma porta,
e que a claridade
os convide
a destruir as pedras
do meu descontentamento.

maria eduarda

5 comentários:

Anabela Magalhães disse...

Vá, destroi lá essas pedras...

solange disse...

Oh Maria Eduarda, és poeta! Assim vais construindo a tua obra. Tudo o que escreves é tão bonito, tão sentido! Tomara que fosses só fingidora, que tudo n passasse de palavras ao vento, sentidas nos corações dos outros que observas!!!

maria eduarda disse...

:( Pois é amiga!

Em@ disse...

Eu sei o que custa construir e depois destruir o muro.
É um trabalho lento e preciso.
Força aí Dudú.
Daqui mando-te uma pinga d'água e um lugar aprazível para retemperares as forças.Recebste?
Beijinho

Nota.
Digo deste o mesmo que disse do anterior. :))

maria eduarda disse...

Obrigada Em@. Recebi a tua força!