
ANGOLA MINHA TERRA,
MÃE TERRA!
De ti não sinto o cheiro,
nem calor...
Não vejo as cores com que te vestes,
não provo tuas frutas!...
Mas recordo, Angola,
o cheiro, as cores, os gostos com que me impregnaste desde infância!
Recordo-os como o filho que se aparta
da mãe, ainda menino, e já homem sente
no corpo a sua lembrança terna.
Terra bonita, bonita...
Deixei-te ainda criança porque em ti,
doente, teus filhos morriam!
Ainda oiço essas bombas, como trovões,
destruindo tudo...queimando, rasgando,
ferindo teu ventre...MÃE TERRA!
Agora teus olhos sangram, vendo a
fome, as misérias deixadas pela guerra,
a dor de tantos irmãos sofrendo.
Choro contigo.
Mas também nasce em mim a esperança,
MÃE ANGOLA,
De te voltar a ver, de pisar teu chão,
De então sentir esse cheiro, o calor,
ver tuas cores, falar com tuas gentes... meus irmãos!
E, então, percorrer longas distâncias que,
ante a tua beleza, se tornam curtas.
MÃE TERRA!
De ti não sinto o cheiro,
nem calor...
Não vejo as cores com que te vestes,
não provo tuas frutas!...
Mas recordo, Angola,
o cheiro, as cores, os gostos com que me impregnaste desde infância!
Recordo-os como o filho que se aparta
da mãe, ainda menino, e já homem sente
no corpo a sua lembrança terna.
Terra bonita, bonita...
Deixei-te ainda criança porque em ti,
doente, teus filhos morriam!
Ainda oiço essas bombas, como trovões,
destruindo tudo...queimando, rasgando,
ferindo teu ventre...MÃE TERRA!
Agora teus olhos sangram, vendo a
fome, as misérias deixadas pela guerra,
a dor de tantos irmãos sofrendo.
Choro contigo.
Mas também nasce em mim a esperança,
MÃE ANGOLA,
De te voltar a ver, de pisar teu chão,
De então sentir esse cheiro, o calor,
ver tuas cores, falar com tuas gentes... meus irmãos!
E, então, percorrer longas distâncias que,
ante a tua beleza, se tornam curtas.
Dinamene (10/Maio/2003)
