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segunda-feira, fevereiro 24, 2014
Remédios do Acaso
A vida é isto mesmo.
Uns partem e outros regressam.
Após pausa prolongada da blogosfera, regresso agora com novos remédios para prescrição livre, sem risco de sobredosagem e cheios de efeitos secundários.
Espero que apreciem, que comentem, que contribuam.
Depois de uma passagem activa pelo facebook, resolvi abandoná-lo à sua sorte.
Porque nem sempre "o mais", é "o melhor".
Tenho saudades da escrita livre e ainda mais descomprometida. Das palavras nuas, dos versos despidos. Saudades da ausência de muitas fotos e de ter poucos amigos.
Tenho saudades de estar ainda mais sozinho, tenho saudades de me alimentar de letras dispersas no tempo e no espaço e de nos comentários reduzidos e inesperados, sentir o afectividade de um abraço.
Andarei pois a prescrever remédios para todos os gostos e doenças.
Uns de sabor adociçado, outros por ventura mais amargos.
Mas todos de boa qualidade e de fabrico ainda artesanal.
Lá vos espero. Tomem os que quiserem.
ACASO (ૐ)
sexta-feira, fevereiro 21, 2014
segunda-feira, janeiro 20, 2014
domingo, dezembro 15, 2013
Apresentação do livro PEDAÇOS DE MIM , PARTES VOSSAS
Começo por apresentar a autora, que julgo ser de todos ou quase todos conhecida.
Licenciada em Biologia Marinha e Pesca, trabalha atualmente... no SMAS de Loures e é minha sobrinha. Pertence a pelo menos três grupos tribais a que eu também pertenço: família, já dito, e também cabeça de pungo e escritora como eu. (A partir de hoje tenho de a considerar uma escritora!).
Mas apesar de ser minha sobrinha, quero esclarecer que não terá sido esse atributo que a fez convidar-me para apadrinhar o primeiro livro de sua autoria, nem por eu ser, como ela, um modesto amante das letras e, de um modo geral, de todas as expressões artísticas e culturais.
Presumo que a razão mais provável, conjugada com as outras, é a de eu ter sido, nos últimos anos, investigador sobre a biografia de Camões, centrado na polémica da presença em Macau do nosso Poeta quinhentista, de que dou como exemplo estes dois livros, que aqui vos mostro, por mim publicados e lançados em Portugal no ano passado com a chancela da Labirinto de Letras Editores, e que vou deixar de oferta à Biblioteca Municipal anfitriã deste evento.


Quanto ao teu livro, a primeira palavra é a da surpresa. Esperava encontrar de uma primeira obra aquilo que se espera de uma obra primeira: a hesitação, a insegurança. O que encontrei foi um livro muito interessante, com muita maturidade e escrito de uma maneira muito ágil, fluida e rica. O meu juízo não é, pois, só benigno, é muito mais do que isso, é lisonjeiro e de elevada expetativa de que voarás mais alto.
Dinamene, estás de parabéns. Revelas ser uma mulher observadora, atenta e sensível. Observadora do quotidiano que te rodeia, atenta ao Outro que se cruza contigo e sensível aos grandes temas que a sociedade moderna debate.
Penso em ti nos encontros em casa da tua avó que as minhas vindas a Portugal proporcionaram e na tua expressão serena e perscrutadora em direção a mim, numa como que tentativa de penetrar no pensamento do teu tio e dissecá-lo, procurando um qualquer mistério por detrás da capa enigmática que por vezes ostento, e revejo, em todos estes contos e poemas que aqui nos trazes, essa tua atitude observadora, estudiosa, dissecadora, sequiosa de compreender o mundo e o ser vivente, contos e poemas esses em que a tua capacidade de leitura do Outro se revela a cada passo e a cada momento.
Disse contos e poemas, e disse bem, pois a obra está organizada alternadamente com belos contos e belos poemas. Minha querida Dinamene, repito: surpreendeste-me. Tudo faz sentido, os poemas são lindos e têm uma mensagem subjacente.
Aliás, penso ter encontrado a linha de pensamento que te move em toda a obra, nos contos e poemas. Não apenas a do ciclo das estações que comandam a vida, mas a do ciclo cosmológico que comandam as vidas. Não andarei longe da verdade, estou certo, de tal forma essa linha ressalta ao longo da leitura implícita ou mesmo explícita.
Queres saber qual?
Querem saber qual?
Tudo se resume a esta expressão, que a autora não usa, mas é como se a usasses: ‘’Tudo é Um’’, querendo dizer que todos fazemos parte da energia cósmica de onde tudo deriva. De que, como disse Primo Levi, ‘’o homem é centauro, emaranhado de carne e espírito, de hálito divino e de pó’’.
1. Vemos isso logo na capa, no título: ‘’Pedaços de mim, partes vossas’’. O que quer isto dizer?
Parece óbvio: que todos somos um!
E quando me refiro a isto, não me refiro só aos grupos tribais a que a autora pertence e que estão aqui representados: família, amigos, colegas, conterrâneos. Representados nesta sala mas também presentes na obra dada à estampa, onde consigo reconhecer pedaços da avó Lida, da mãe Sê, do avô João, interligados de pedaços de outros que, obviamente, não conheço mas adivinho serem a família do lado do pai, amigos, colegas de trabalho, antigas condiscípulas, vizinhos, transeuntes que se cruzam no dia a dia com a autora. E, claro, consigo reconhecer pedaços da autora em Margarida, em Joana, e em mais uma ou outra das protagonistas femininas dos teus contos.
Não sendo só no título e sendo em toda a obra, como já disse, onde particularmente essa ideia do ‘’Tudo é Um’’?
2. A seguir à capa, logo no primeiro conto, ‘’Coisas de mãe’’. Cito:
‘‘São os filhos essa continuação de si mesmas, libertos do cordão, mas a elas ligados por feixes de luzes invisíveis, em laços e nós de afeto e de ternura’’.
Dois em um. Filho e mãe. Mãe e filho. Ligados por feixes de luzes invisíveis.
E o companheiro? Esse terceiro não conta? Conta. Cito:
«… em sintonia com o companheiro que lhe forneceu a energia necessária para dar à luz, tendo sido ele o veículo para que a energia do universo fluísse naturalmente».
Afinal o três em um. Um pequeno corolário do ‘’Tudo é um’’.
Este teu conto flui muito naturalmente, está muito bem escrito e tem um poema muito belo sobre a amizade, na linha dos grandes poetas que sobre ela escreveram:
«Se a amizade fosse uma árvore,
Seria grande e forte,
Com raízes profundas e sólidas,
Um tronco largo e robusto,
Ramos longos a crescer à sorte… » etc, etc.
Mas continuemos com a ideia de que tudo é UM.
3. Em ‘’Barcos’’, um conto fantástico, fantástico no duplo sentido da palavra, de novo abordas a ideia da ligação universal de tudo e todos, quando em nota de pé de página, ao explicares a origem da designação científica da cegonha-branca, terminas fazendo votos de que «as cegonhas continuem a trazer, além de bebés, as boas novas sobre o estado do ambiente».
A ligação da cegonha à ecologia e ao ambiente não é senão mais um afloramento dessa ideia da interligação energética de todos os seres, Biologia com Natureza. Que também traduzem as preocupações ambientais da autora, como neste conto muito bem se percebe.
Aliás, já no final do conto, tornas-te perfeitamente explícita, quando pões a Ciconia-ciconia a aconselhar João:
«Escreve esta história, para que os homens ponham os olhos na Natureza e não se esqueçam que são apenas uma parte dela».
‘’Tudo é um’’, mais uma vez. Tomara os homens seguirem o conselho da cegonha-branca.
4. A seguir, no poema AMOR, reparem como a autora termina o poema:
«Peguei na palavra AMOR
E atirei-a ao Ar…
Então, de novo, caiu em mim…
Caí em mim!
Voltou em muitas palavras, infinitas letras, várias emoções…
Porque no Amor cabe o Mundo, o Universo, o Sonho e o Real…»
Belo, belo, belo… Não só o poema em si mas a ideia de atirar as letras do Amor ao ar e recebê-las de volta, pois o amor gera o amor. E não é certo que o contrário, o ódio, gera a réplica de si mesmo, por isso o Mundo nunca mais se cura?
«Porque no Amor cabe o Mundo, o Universo, o Sonho e o Real»!
Pois cabe, minha querida Dinamene: No Amor cabe tudo, porque o ‘Tudo é Um’ e o ‘Um é Tudo’.
5. Também no conto ‘’Viagem à Terra Natal’’ vemos o afloramento desta ideia no abraço entre Maria Terra e José Mar, um «abraço de um minuto, que pareceu durar a eternidade». E porquê? Porque durante esse minuto, essa eternidade, «foram… UM SÓ»! Palavras da autora.
Foram… um só, como que numa fusão de espíritos e de corpos, de ‘’emaranhado de carne e espírito, de hálito divino e de pó’’, palavras de Levi, como disse antes.
6. Do mesmo modo no conto ‘’Vendedora de Sonhos’’, o que diz a Senhora do Monte às crianças quando lhe perguntam porque nunca falara da sua vida antes? Isto:
«Porque nunca me tinham perguntado. E porque gosto de vos contar histórias… Porque nas histórias que vos conto, também está um pouquinho da minha vida e das vossas!...».
E ao terminar o conto, a Senhora do Monte deixa às crianças esta mensagem:
«Não se esqueçam que sonhar faz parte de nós, como a realidade, e que, às vezes, os sonhos e a realidade se misturam. Nos sonhos está sempre um pouco da nossa realidade, tal como, no dia-a-dia, também estão os nossos sonhos».
A mesma coexistência cósmica do Tudo é UM. Sonho e realidade, realidade e sonho. Onde a fronteira?
7. É essa sintonia de espírito e carne, de hálito divino e de pó, que constitui a epifania da energia universal que provoca vibrações na Joana do conto ‘’Do lado de lá’’, essa energia que fazia Joana «atrair acontecimentos harmoniosos e felizes, criando empatia com os utentes».
8. Mas de novo, no belíssimo poema ‘’Respiro’’, não deixas de abordar a mesma ideia, a da comunhão das coisas e dos seres, quando dizes, a certa altura:
«Respiro,
Se me inspiro descalça na areia da praia.
E expiro a certeza de ser parte do ‘’Oceano’’».
Neste poema respiras, respiras, respiras, respiras, mas por fim suspiras, suspiras de tristeza e desespero. Com quê?
Tu o dizes:
«Com a guerra,
Com a fome, com a dor e o desespero,
Com a poluição, a exploração,
Com o vazio de espírito,
Com o egocentrismo, a futilidade, o materialismo (…)»
Com isto não te inspiras, não expiras, não respiras… Suspiras!
Minha querida, isto é poesia do melhor que há.
9. E até na Dedicatória final (Dedico), na duas últimas linhas, lá encontramos a mesma ideia do ‘’Tudo é Um’’ quando falas de uma das angústias do homem, a solidão. Cito:
«Pois até na mais recôndita das solidões, descobri que eu sou os outros, os outros que são eu»…
10. E, finalmente, em ‘’Janela Aberta’’, invocas essa identidade cosmológica com a seguinte frase:
‘’Gosto de sentir o universo inteiro
entrar no universo que sou».
Pois gostas, querida Dinamene, e não escondes isso de ninguém e é essa a linha correta de estar na vida, porque sendo todos e cada um de nós um indivíduo dotado de livre arbítrio, não deixamos de fazer parte do Todo Universal que nos rege a nós e ao Mundo.
…
Dinamene, gostei muito do teu livro, dos teus poemas, da tua sensibilidade, das tuas causas que são universais, o combate ao racismo, à discriminação, à destruição da Natureza, à violência, à guerra, à fome, à solidão, tudo isto perpassa pelos teus contos e poemas e vê-se que és uma MULHER e uma ESCRITORA com letra grande. Resta-me felicitar-te e desejar-te boa sorte. Que os teus leitores consigam entender os pedaços de ti e perceber quanto desses pedaços são parte deles mesmos!
Eduardo Ribeiro
sábado, dezembro 14, 2013
A nossa escritora
Beijinhos amiga!
terça-feira, dezembro 03, 2013
PEDAÇOS DE MIM , PARTES VOSSAS
segunda-feira, agosto 05, 2013
Carta ao "escritor" César Madureira
domingo, março 10, 2013
Au revoir
Gosto do que escreves, sinto-me lisonjeada por ter uma amiga assim. Andei inquieta, quando me despedi deste nosso espaço, parecia que me afastava dos companheiros de bloguice.
Concordo com a intenção de apareceres por cá e por la, muitas vezes, quando te apetecer.
Um abração com saudades. À bientôt!
Sabes, n gosto da palavra Adeus!!! Talvez p influência francesa. Tu sabes o q é o "Adieu" p os franceses.
Prefiro o até já, o "au revoir", "à bientôt".
Nós estaremos sp ligadas pela amizade profunda q nos uniu. Qtas horas partilhadas, tantos risos, gargalhadas e mm lágrimas?! Deixemos o blog assim, aberto a quem quiser consultá-lo. Foram momentos felizes q partilhámos. O FB veio provocar uma gde alteração nos nossos hábitos cibernáuticos, mas este espaço será sp o Nosso Espaço.
Sei q tens o Teu Espaço, irei lá mtas xs p te "ouvir", adoro o q escreves.
Concordo q se faça uma Pausa (gde? pequena?) aqui.
Partilhemos o poema do Eugénio de Andrade
Até Amanhã
Sei agora como nasceu a alegria,
como nasce o vento entre barcos de papel,
como nasce a água ou o amor
quando a juventude não é uma lágrima.
É primeiro só um rumor de espuma
à roda do corpo que desperta,
sílaba espessa, beijo acumulado,
amanhecer de pássaros no sangue.
É subitamente um grito,
um grito apertado nos dentes,
galope de cavalos num horizonte
onde o mar é diurno e sem palavras.
Falei de tudo quanto amei.
De coisas que te dou
para que tu as ames comigo:
a juventude, o vento e as areias.
Eugénio de Andrade, in "Até Amanhã"
domingo, fevereiro 17, 2013
Um adeus
Foi um prazer construir este blogue e partilhá-lo com pessoas fantásticas,
Hoje, dou por encerrada esta odisseia, não eliminando este espaço, para futuras visualizações.
Obrigada pela vossa leitura!
domingo, julho 01, 2012
Dedilhar
E o som da guitarra
dedilhada, tangente,
abafa os meus passos
outrora devassos,
de ébrios cansaços,
revelados apenas
na corda errante
de uma guitarra
perdida no tempo.
maria eduarda
quinta-feira, maio 31, 2012
Janela
Aquela mantinha-se fechada há anos, já nem me lembrava sequer para que lado do jardim dava...
Sabia que não era para um local desagradável, pois alguma luz entrava por ali, mesmo com as persianas fechadas...
Não podia ser, com certeza, para o lado escuro do jardim, húmido e fresco de arvoredos, escondendo obscuros segredos.
A minha casa é imensa, parece que todo o universo está lá dentro, até me perco por vezes nos corredores do meu mundo interior...
Por isso vou abrindo janelas, algumas todos os dias, tentando que o mundo exterior me recorde quem sou....
Parecem espelhos as minhas janelas, vejo-me melhor quando espreito por elas...
Gosto de sentir o universo inteiro entrar no universo que sou.
Porém, aquela janela, não tinha pressa em abri-la... Como tantas outras que mantenho encerradas...
Estava assim, à espera do momento certo,
Aguardava que alguém batesse do outro lado, talvez o vento....
Algumas sei que não vou abrir, sei onde vão dar, e não quero ver esses mundos densos, estão bem fechadas...
Aquela grande janela estava no esquecimento, talvez...
(Não tenho pressa, sei que há um momento para tudo, que somos guiados por uma voz interior que sabe exatamente o que é melhor para nós.)
Porém, ao passar pela sala azul, olhei a janela de soslaio e vi como estava cheia de pó e como a luz já não entrava com tanta intensidade nas sombras da poeira da sala.
Cuidadosamente limpei-a e ouvi uma melodia do outro lado.... um assobio.....
Ao abri-la o vento de luz foi de tal maneira forte e intenso que caí ao chão arrebatada e logo suavemente o vento me segurou com doçura e me fez voar para fora da janela em sonhos de mil cores... E brilhos dourados.
De súbito, na minha ilusão, a janela fechou-se num estrondo, vi-me parada a olhar para ela, a luz a tentar entrar, o vento lá fora a bater.
Está fechada agora a janela, evito passar pela sala para não demorar ali o olhar,
Parvoíce, receio que a luz me cegue….
Um dia vou lá, perco o medo, abro-a de par em par....
segunda-feira, abril 23, 2012
domingo, abril 08, 2012
Hoje foi dia de te amar
dia de reviver, dia de sentir!
Hoje foi dia de gostar
dia d e . . .
mas hoje afinal já não era dia
porque no fundo eu sabia
que entre pétalas se escondia
o néctar mais amargo
...e neste dia afinal aziago
desbravado pelo tempo
de tão rápido se fez lento
por esperar
e es pe r ar
e. . . e s p e r a r .
d e n o v o .
quarta-feira, março 21, 2012
Vacilar
em canções,
trauteadas por ti.
Talvez queira ser
a denúncia da vida,
quando não me olhas.
Talvez de ti
venha o som
do arrufar de tambores
em busca de mim.
Talvez eu vá,
breve ou adiada,
num gesto, ou alada,
rever a beleza
da sinfonia
que sempre tocaste.
terça-feira, março 20, 2012
...um grupo inteiro.
Só mais uma vez!
Pode ser por exemplo.... entre a penúltima vez em que nos vimos e a última em que só eu
te vi... pode haver apenas mais uma?
Porque não uma despedida... assim:
curta e breve?
Um abraço...ou um beijo assim
ao de leve?
Permites-me talvez uma dança? Ou então tu não.
Dá-me só mais um
segundo, só mais um
sorriso... dá-me só mais um
um... pouco de esperança.
Ou então esquecemos isto. E páras de brincar com coisas sérias!?
Porque acordei com os pássaros de novo... E o sol estava firme e
o
mar
azul!
E o dia continuava belo e
li escrito no céu a palavra F E L I C I D A D E !
Ou era
A L E G R I A ?
Não é verdade:porque
agora
eu
sei.
Mas é que parecia mesmo...
E o céu nunca mentiu antes!E não desta vez... por falar nisso...
mas tu
lembras-te
d a q u e l a vez...? Sim DAQUELA!
Epá...! Era tudo nosso!
Vitórias!
E sorrisos!
E peito cheio!
E
c a r a m b a . . .
ninguém nos parava! Planos mil... ideias cinco mil! Certezas do tudo e do
nada.
Oh se era... como poderia não ser? É que
era
mesmo! E
depois vinha o resto... e aí então... Ui! Nem quero pensar...
Eu sei que tu te lembras. Como esquecer?
E ainda antes...
ou talvez não. Que as imagens se misturam.
Isto está mais
turvo.
Agora.
É que eras só tu! Mas entretanto agora fazes parte do grupo.
Nunca pensei... tu... num grupo?
Mas eras único!
E agora já não és tu. Ou melhor...: não és
s ó
tu.
São vários. Já nem sei ao certo...
Mas diz-me lá... ao menos estão bem? Todos aí? É que... grande confusão!
Gostos diferentes... idades diversas... opiniões desgarradas... tschiii...
Mas se calhar é assim mesmo.
Olha um dia destes também vou.Mas não já.
Há sempre aqui tanto que fazer... e também não avisaste.
Ah ok... uns avisaram... pois
eu
sei.
Mas tu não.E ele também não... epá....
olha que eu tenho tudo apontado.
O melhor é... é que até sabe bem falar assim contigo!
Estás até a comunicar mais que habitualmente. LOL!
Olha sei lá.
Vocês foram todos e
deixaram-me
aqui
sozinho
sexta-feira, janeiro 20, 2012
Reerguer
terça-feira, dezembro 20, 2011
Das estórias
sexta-feira, outubro 07, 2011
Prémio Nobel da Literatura

O Prémio Nobel da Literatura 2011 foi atribuído ao poeta e tradutor sueco Tomas Tranströmer, anunciou quinta-feira a Academia sueca, em Estocolmo.
O sueco Tomas Tranströmer, 80 anos, autor de “Den stora gatan” (O Grande Enigma, 2004) foi distinguido com o prémio Nobel da Literatura. O prémio tem o valor monetário de dez milhões de coroas suecas, cerca de 1,1 milhões de euros.
O prémio Nobel da Literatura 2011 é representante da poesia lírica, que não era premiada pela academia sueca desde 1996, ano em que foi eleita a poetisa polaca Wislawa Szymborska. A Academia sueca anunciou que Tranströmer merceu o galardão “porque, através das suas imagens condensadas e translúcidas, dá-nos um acesso fresco à realidade”. Além da sua obra poética, tem-se destacado como tradutor.
A cerimónia de entrega dos Prémios Nobel 2011 realiza-se no próximo dia 10 de dezembro, na capital sueca. Tomas Tranströmer, no entanto, não vai poder falar para agradecer. O poeta sofreu em 1990 um acidente vascular cerebral que o deixou em parte afásico e hemiplégico. Apesar disso, continuou a escrever. Desde então, publicou mais três obras, entre as quais “O Grande Enigma: 45 Haikus”.
JA/Rede Rxpresso









