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sexta-feira, julho 02, 2010

Aprisionadas

daqui

Albergo as palavras
no parapeito
da minha voz interior,
pronta a soltá-las,
mas em vão...

Por enquanto,
são novelo bravio,
difícil de desatar.

Um dia, ligeiras,
soltarão o som,
mensageiro de sentido.

Até lá,
não ousam
sair da minha janela,
frouxa, rangente,
aguardando permissão
de luz verde
nas luminosas manhãs,
quando a sonora gargalhada
as acompanhar.

maria eduarda

5 comentários:

  1. Lindo, Didium. Podem ser difíceis de sair em liberdade essas palavras, mas quando saem é com toda a beleza que lhes dás.
    Jinhos grandes.

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  2. Também gosto muito. E aguardo a explosão dessa gargalhada que ficará incontida por impossibilidade...
    Beijoquinhas!

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  3. acho que não ficou o meu comentário.
    Vou repeti-lo de memória e se tiver ficado o outro, não publiques este.

    Ah chicornonha de quatro costados, isso passa...
    permite que te diga que cada vez escreves melhor (ou pelo menos eu gosto mais, por aproximar-se + da minha sensibilidade)
    amei este.
    beijinho de chicoronha.

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