E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus
[braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
Carlos Drummond de Andrade, in 'O Corpo'
faz-me todo o sentido, é lindo o poema!
ResponderEliminarBjinho
Andy,
ResponderEliminarTambém a mim me faz todo o sentido. Beijinho para ti.
Divino e verdadeiro!!!
ResponderEliminarO que tu descobres, Maria Eduarda :)).
Beijocas