Se não fosse mamífera, Mãe, não te sentiria assim, sempre tão por perto mesmo quando me vês fugidia; é que os mamíferos apesar de não possuirem fisicamente as asas, são de um esguio molhado nas suas emoções.
Não fujo nunca de ti mas talvez porque a tua protecção me parece éfemera, isso assusta-me quase tanto como nunca a ter tido, o que num mundo de mamíferos é aterrador.
Já pensaste mãe, se fossemos outros animais, o seres minha fonte de vida não teria nenhum sentido próprio, nem de afecto nem metafísco, provavelmente nem teria noção de ti.
Alegro-me portanto, da minha espécie.
És um tesouro e eu posso sentir isso de todas as maneiras.
Não fujo nunca de ti mas talvez porque a tua protecção me parece éfemera, isso assusta-me quase tanto como nunca a ter tido, o que num mundo de mamíferos é aterrador.
Já pensaste mãe, se fossemos outros animais, o seres minha fonte de vida não teria nenhum sentido próprio, nem de afecto nem metafísco, provavelmente nem teria noção de ti.
Alegro-me portanto, da minha espécie.
És um tesouro e eu posso sentir isso de todas as maneiras.
(para uma mãe bióloga)
Que lindo texto, que bem tu escreves!!!
ResponderEliminarGosto da forma diferente de manifestares os teus sentimentos.
Sinto as tuas palavras e identifico-me perfeitamente com elas.
Este belo texto é envolvente e acolhedor abraço.
ResponderEliminarNão deixes de o mostrar à tua mãe!
És muito bonita, Gabi.
A Gabi é bonita por dentro e por fora!
ResponderEliminarE, como a Rita diz, mostra este texto à tua Mãe bióloga, ela vai adorar.
Um abraço!