
enrolado e ajustado à ocasião,
para ser transformado, desfigurado.
Assim a chuva se torna gelo,
nestes dias de frio e solidão,
água cristalina em bloco mascarado.
O frio gela o prado imenso,
as árvores nuas, em grito solto,
o céu, de turvo, incomodado.
No lar já não basta o incenso,
que tenta alterar o ar envolto,
em fragâncias libertas por todo o lado.
O novelo deixa cair o seu fio,
Colorido, brilhante, espesso.
Formo nas mãos, uma rede,
junção de pedaço de um rio,
que se junta ao mar avesso,
nessa eterna ligação, sem sede.
maria eduarda
Belo!!
ResponderEliminarbj
Belo, sim,sem dúvida!!!
ResponderEliminarAdoro os versos em que o "novelo" é transformado e o "fio colorido, brilhante, espesso" forma nas mãos uma rede.
Criaste uma imagem fantástica, que me traz à memória tantos momentos, tantas pessoas, tantas alegrias!